Não mendigue atenção de ninguém hoje
Não mendigue atenção de ninguém hoje

Quantas vezes você já engoliu o seu verdadeiro eu só para tentar se encaixar em lugares onde nem faziam questão da sua presença?

Tentar agradar a todos cansa. É um fardo que esmaga o peito e deixa a alma abatida. A gente vira duas caras sem perceber: finge ser de um jeito no trabalho, muda o discurso na família e faz de tudo só pra não ficar de fora do grupo.

Mas Paulo corta essa ilusão pela raiz lá em Gálatas 1:10 – Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.

Ele diz para você: quem vive caçando aplauso de homem não tem como ser servo de Cristo.

Tentar agradar todo mundo é colocar as pessoas no lugar de Deus, disfarçado de gentileza.

Pensa comigo: você passa a vida atuando num palco empoeirado pra uma plateia que mal olha pra você, que mal dá conta dos próprios demônios interiores. E aí a gente faz a loucura de trocar o olhar eterno de Deus pelo joinha da criatura.

Os outros não têm a chave da tua identidade.

O veredito que realmente importa já foi dito por Deus. Essa gente que hoje aponta o dedo e faz bico não vai sentar no tribunal do fim dos tempos pra te condenar nem pra te salvar. Você vai mesmo entregar o que Jesus cravou na cruz na mão de gente que muda de opinião como quem muda de roupa?

A gente arruma desculpa: “Se eu não fizer essa concessão, perco o cliente…”, “Se eu não rir da piada suja, almoço sozinho…”. Mas Salomão nos deixou a seguinte máxima em Provérbios 29:25 – Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro. Ou seja, o medo dos homens arma um laço no tornozelo, mas quem se ancora em Deus encontra rocha firme.

Chega de mendigar carinho de quem mal sabe amar. Sua dignidade não tá em leilão na roda dos colegas. Quando você entende que o Criador do universo já te acolheu por inteiro, a necessidade de bajulação simplesmente perde a força.

Agora, saiba que essa mudança vai incomodar muita gente. Pessoas acostumadas com o seu “sim” automático vão estranhar o seu “não” sereno. Vão te chamar de difícil, de frio, de distante.

Quando a mão tremer de vontade de ceder — e ela vai tremer, porque somos feitos de pó —, faça uma pausa de três segundos. Não responda no susto. Respire fundo, olhe nos olhos da situação e lembre-se: cada silêncio firme é um pequeno altar onde você renuncia à aprovação barata pra honrar a Cristo.

É aí que o Espírito Santo atua. Sem barulho de trovão, mas com um sopro de alívio na alma.

Ele devolve a firmeza às suas pernas. Você deixa de ser folha seca que qualquer vento arrasta e vira carvalho plantado à beira da água corrente. A tempestade bate, os galhos rangem, mas o tronco não arreda o pé.

Gente curada cura os outros. Não como algo intocável num pedestal, mas como um vaso de barro trincado que foi restaurado por Deus e agora sabe acolher quem chega do mundo com a alma ferida.

Caminhe hoje sem o peso das máscaras. Cristo habita aí dentro. Respire fundo, aprume a postura e entre em cada sala lembrando: quem já foi aceito pelo Céu não precisa se rastejar pelo chão da terra. Qual é a mesa em que você vai parar de mendigar espaço a partir de hoje?

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